O LUTE (Liga Unitária dos Trabalhadores e Estudantes) realizou o seu primeiro Congresso Nacional, reunindo ao menos 30 participantes de todas as regiões do Brasil. Confira a seguir um resumo do relatório apresentado pela Direção Nacional:

Congressistas se reúnem para debater os temas do segundo dia

25/03, 1º dia de Congresso:

O 1º dia do Congresso Nacional do LUTE foi iniciado em 25/03, às 8 hrs, quando começaram a chegar os primeiros participantes ao CISARTE, local de realização do evento. Devido a problemas técnicos, como falta de energia no bairro, a primeira apresentação se deu apenas às 15 hrs, com a temática ‘A crise ambiental do capitalismo’, com término às 16 hrs. Posterior a apresentação, os participantes organizaram três grupos de estudo para debater o tema discorrido, elaborar perguntas, questionamentos e propostas a serem internamente discutidas e aprovadas ou não pela base de filiados do LUTE.

26/03, 2º dia de Congresso:

O 2º dia do Congresso Nacional do LUTE foi iniciado em 26/03, às 9 hrs, quando os participantes começaram a chegar ao CISARTE, local de realização do evento. Devido a problemas pessoais de alguns palestrantes, que resultaram na ausência dos mesmos, especificamente sobre os temas da questão racial e cooperativismo, as três apresentações do dia se iniciaram no período da tarde, das 12 às 19:45 hrs, com as temáticas ‘A Crise Estrutural do capitalismo’, ‘A Nova Revolução Industrial’ e ‘Construção e Organização Revolucionária’. O debate, perguntas, dúvidas e sugestões ocorreram durante as apresentações.

Balanço Conclusivo:

Apesar dos problemas técnicos, podemos avaliar positivamente a realização do 1º Congresso Nacional do LUTE, na medida em que os filiados de diversas regiões do Brasil se encontraram e aprofundaram as relações interpessoais, algo fundamental em qualquer movimento que pressuponha a construção coletiva como sustentáculo e se baseie no centralismo-democrático. Além disso, os filiados e simpatizantes puderam intensificar a assimilação do Programa de Transição I e II e demais documentos oficiais, tirar dúvidas presencialmente sobre os mesmos e deliberar a sugestão de novas propostas, enriquecendo mutuamente a formação teórica, política, econômica e ambiental de cada um. E mais uma vez, o caráter periférico e as pretensões do LUTE em se tornar um coletivo de massas e com permanente proximidade democrática junto aos trabalhadores, ao realizar o seu primeiro congresso numa ocupação dirigida por um movimento social que atua junto a população em situação de rua, ficou explícito! O ambiente acadêmico, as universidades e salas fechadas são importantes para discussões e reuniões mais restritas, o aprofundamento intelectual e a troca de informações entre teóricos de diferentes movimentos do campo progressista, mas como disse Rosa Luxemburgo:

“Os trabalhadores não são apenas objeto da ação revolucionária; são sobretudo, sujeitos!”

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