Dentre tantos outros, o golpe empresarial-militar de 1964 foi mais um exemplo histórico de como a única saída para superar o capitalismo é através da revolução social!

Protesto popular contra a ditadura empresarial-militar

No dia 31 de março, há 53 anos atrás, o golpe empresarial-militar de 1964 se iniciava, visando depor o governo nacional-reformista de João Goulart, bem como o fortalecimento do movimento operário e camponês, que cada vez conquistava mais direitos, a exemplo do Estatuto do Trabalhador Rural, em 1963, que igualou a legislação trabalhista dos trabalhadores urbanos e rurais, concedendo a estes últimos direitos como férias remuneradas, descanso semanal, jornada máxima de 8 horas semanais, a obrigatoriedade de concessão de carteira de trabalho a todos os trabalhadores rurais maiores de 14 anos, o direito ao aviso prévio, entre outros. Nesse contexto, de nacionalizações promovidas por Jango, pretensão de reformas de base, como as reformas agrária e urbana, crescimento de benefícios dados aos trabalhadores e da própria organização do movimento dos trabalhadores do campo e da cidade, a burguesia nacional, sobretudo os latifundiários e a indústria paulista, associados à burguesia internacional, liderada pelos EUA, além de setores conservadores, como a maior parte da igreja católica, de setores médios e da imprensa burguesa, ocorre a ruptura da democracia burguesa, com o estrito objetivo de assegurar a manutenção da ordem capitalista, os privilégios históricos de classe, e de afastar qualquer perigo emergente de um suposto crescimento de um projeto econômico comunista. Ficava evidente ali, assim como em outros momentos da história não só do Brasil, mas da maioria dos países subdesenvolvidos, que não há qualquer possibilidade de conciliação com a burguesia nacional, objetivando melhorar a vida dos trabalhadores. Não apenas porque as próprias leis do capitalismo economicamente impedem tal ascensão generalizada, mas também porque a libertação dos trabalhadores só pode se dar derrotando seus inimigos de classe, isto é, a burguesia nacional e o imperialismo!

Viva Marighella, Capitão Lamarca, os 8 mil indígenas assassinados pela ditadura militar da burguesia, como consta no Relatório Figueiredo, Heleny Ferreira, Áurea Eliza, entre tantos outros bravos e bravas combatentes da revolução socialista e da emancipação da classe trabalhadora!

Ousar Lutar, Ousar Vencer!

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