O modo de produção capitalista encontra-se em seu estágio final, uma vez que as transformações tecnológicas que se acumularam ao longo dos anos edificaram gradativamente contradições internas que não podem ser solucionadas, pois são próprias da dinâmica de desenvolvimento do sistema. Apresentaremos a seguir uma breve explicação cronológica dessa metamorfose histórica, que se inicia com o advento da 1ª Revolução Industrial e alcança o seu ponto de falência e colapso estrutural nos dias de hoje.

1ª Revolução industrial:

Até meados do século 18, 90% da população mundial vivia no campo. Essa realidade começa a mudar com o advento da 1ª Revolução Industrial, a princípio na Inglaterra, que ocorre com o surgimento do motor a vapor movido a carvão, possibilitando não só a criação de diversas máquinas pesadas alocadas na grande indústria, mas também a mecanização do campo que, junto com a Política dos Cercamentos, medida do governo Inglês que consistia na transformação da terra em pastoreio para a criação de ovelha  e consequente produção de lã para a nascente indústria têxtil, foi responsável por enviar forçadamente os trabalhadores rurais (servos) em massa para as cidades, formando juntamente com os artesãos, estes falidos diante da alta produtividade mecanizada da grande indústria, o chamado ‘proletariado’, a classe trabalhadora industrial e urbana.

A revolução industrial se aprofunda com o passar do tempo, de modo que o barateamento do aço, dado o crescimento da produtividade, possibilita a construção de navios e embarcações sofisticadas, bem como de tratores, máquinas agrícolas e bens de consumo cada vez mais avançados, viabilizando posteriormente o surgimento do motor a combustão movido a petróleo e a indústria automobilística, período que ficou conhecido como ‘2ª revolução industrial’. Nesse contexto, a realocação dos trabalhadores do campo para as cidades e fábricas dos mais diversos ramos se intensificava cada vez mais. Esse processo foi crescente até a 3ª revolução industrial.

Êxodo rural gerado pela 1ª revolução industrial, que enviou a maior parte da força de trabalho para a indústria

3ª Revolução Industrial e terciarização do trabalho

Essa revolução, que começa logo após o fim da segunda guerra mundial, envolve o surgimento dos computadores, tecnologia da informação, informatização de processos, automação industrial, robótica e a microeletrônica. A força de trabalho inserida majoritariamente na indústria até a metade do século XX passa então a ser enviada para o setor terciário, que abriga as esferas do comércio e serviços, em decorrência da substancial substituição da classe operária por máquinas que, diferentemente da 1ª e 2ª revolução industrial, possibilitaram não apenas um processo de mecanização, mas fundamentalmente, de intensa automação.

Se há 60 anos atrás, 60% da força de trabalho da Inglaterra se encontrava na indústria, a 3ª revolução industrial gerou uma realocação vertiginosa. O setor terciário atualmente emprega 78% da mão de obra dos EUA, 69% da Alemanha, 79% da França, 73% do Japão, 77% de Portugal, 74% da Espanha e 80% do Reino Unido. [1]

Terciarização da economia capitalista ao longo dos anos

Pelo fato de haver uma concorrência e fragmentação maior, a remuneração nesse setor acaba necessariamente sendo menor que na indústria. Além de muitos trabalhadores terem ido para o subemprego, que representa 60% da força de trabalho mundial (mascarando os índices de desemprego) [2], reduzindo a renda socialmente disponível. Isso explica a estagnação salarial em boa parte do mundo, como nos EUA, onde os salários estão estagnados há 25 anos, segundo o FMI. [3] Já no Reino unido, de acordo com o Financial Times, os operadores de empilhadeiras ganharam 19.068 Libras em todo o ano de 2010, cerca de 5% a menos que em 1978, em termos reais. A média da renda real familiar japonesa, descontados os impostos, caiu na década encerrada por volta de 2005. E a da Alemanha recuou nos últimos dez anos. [4] A OIT (Organização Internacional do Trabalho) constatou que em todos os países desenvolvidos, o salário médio real estagnou ou caiu. Na Espanha, Itália, Grécia, Irlanda, Japão e Reino Unido a remuneração média em 2013 foi inferior a seu nível de 2007. Ao mesmo tempo, a produtividade do trabalho (o valor de bens e serviços produzidos por pessoa empregada) superou o crescimento salarial nas maiores economias, principalmente Estados Unidos, Alemanha e Japão. [5]

Excesso de capacidade produtiva: crise de superprodução

Diante do aumento da produtividade de um lado, com o advento da 3ª revolução industrial, e da queda da renda socialmente disponível de outro (demanda efetiva), criou-se um cenário de crescimento da quantidade de mercadorias produzidas não acompanhado pelo nível de consumo. A capacidade de produção ultrapassou a possibilidade de consumo da população, constituindo-se um contexto de crise de superprodução, com excesso de capacidade produtiva, resultando numa sobreoferta de diversos produtos atualmente no mundo, desde bens primários até bens duráveis de consumo. O excesso de oferta de aço gira em torno de 500 milhões de toneladas, e o Brasil enquanto grande produtor, tem 40% de sua capacidade siderúrgica ociosa. [6]

Na Alemanha, a GM fecha fábricas para não agravar o excesso de capacidade:

“Os principais motivos (do fechamento da fábrica) são o dramático declínio no mercado de automóveis da Europa e o enorme excesso de capacidade em toda a indústria automotiva do continente”, segundo a Opel, divisão da GM na Alemanha. [7]

Nos EUA, empresas aéreas não conseguem investimentos produtivos devido ao excesso de capacidade. Com uma grande oferta, o preço dos produtos, nesse caso passagens aéreas, fica mais barato, algo nada rentável para a classe capitalista. [8]

As montadoras europeias, enquanto isso, enfrentam excessos de capacidade nunca vistos. Analistas estimam que 18 fábricas no continente deveriam ser fechadas para equilibrar a oferta e a demanda. O diretor-presidente da Fiat, Sergio Marchionne, defendeu o fechamento de mais fábricas na Europa. Enfrentando a oposição dos sindicatos, ele conseguiu fechar apenas uma fábrica na Itália em 10 anos, mesmo com as vendas de carros tendo caído 50% desde 2007. [9]

A enorme queda no preço internacional do petróleo também tem como uma das causas principais o excesso de capacidade, como disse o vice-presidente da Shell: “Nossa opinião é de que vamos entrar em um período de capacidade de refino acima da necessidade”. [10]

Para não cair demasiadamente o preço, inclusive abaixo dos custos de produção, os principais produtores, que compõem a OPEP (Organização dos Produtores e Exportadores de Petróleo) diminuem a capacidade produtiva de suas unidades, mantendo os preços em níveis aceitáveis. Porém, com a desaceleração da China, grande consumidor de petróleo, a queda do preço acaba sendo inevitável.

A ociosidade produtiva na economia capitalista, em decorrência de tal desequilíbrio, nunca foi tão grande como atualmente, ocasionando riscos até de deflação. [11]

Essa desproporção entre oferta maior e demanda menor produz taxas de lucro decrescentes, pois os capitalistas passam a vender menos, mesmo que baixem os preços. Por isso investem contra os custos trabalhistas, salários, tributação, transferem fábricas para países com mão de obra barata e tentam de qualquer maneira diminuir gastos, objetivando manter as margens de lucro em níveis aceitáveis. Além disso, se propaga a prática da obsolescência programada, ou seja, a redução artificial da durabilidade dos produtos para vender mais.

Nesse contexto, a esfera de acumulação de capital e investimentos é transferida do capital produtivo, com baixa taxa de lucro devido a superprodução, para o capital financeiro, fictício e parasitário, onde se ganha com a especulação e o rentismo, a partir dos chamados ‘Derivativos’ e de títulos financeiros, produzindo bolhas por causa do excesso de investimentos.

O que são Derivativos?

Trata-se do principal motor de acumulação de capital fictício sem lastro produtivo, apostas que derivam de um ativo, realizadas a partir de uma negociação futura. Imaginemos o café enquanto um ativo financeiro. A partir dele se cria um contrato onde pode-se especular sobre a variação de seu preço no futuro, tendo duas opções, apostar que o preço irá subir ou cair. A metade dos 28 maiores bancos do mundo produzem essas apostas por US$ 710 trilhões [12], o equivalente a dez vezes o PIB mundial.

Ugarteche, economista da Universidade Nacional Autônoma do México, ilustra o funcionamento deste mercado com um ativo financeiro bem modesto: uma vaca. O que fazer para transformar a vaca em dinheiro? Em outras épocas, ela era vendida em troca de uma quantidade de dinheiro. Mas, hoje, outra opção é possível: uma transação futura. Por exemplo: são vendidos o lucro em potencial que será obtido com o leite da vaca ou os bezerros que ela irá parir. É possível também vender o eventual leite que estes eventuais bezerros possam produzir, caso sejam fêmeas.

“A partir de uma vaca real, é criada uma economia fictícia construída mediante o uso de operações financeiras distintas. É um mundo de probabilidades. O bezerro é um futuro possível, nada além disso, assim como outros rendimentos obtidos a partir da vaca. O que acontece se a vaca ficar doente?”, questiona Ugarteche. Caso isso ocorra, as operações efetuadas vão para um buraco negro. E foi assim que, em 2008, desapareceram mais de US$ 200 bilhões, o que arrastou em sua queda dispositivos de segurança que supostamente garantiam todo o fluxo de valores financeiros”, explica o economista.

Parasitismo se intensifica cada vez mais em bolhas intermitentes no mercado financeiro

Para se ter uma ideia do nível de parasitismo, os 4 maiores bancos dos EUA movimentam derivativos com valor 45 vezes maior que o ativo que possuem (crescimento de 30% desde 2008). [13] Ou seja, apostas de alto risco que, caso sejam perdedoras, como acontece regularmente [14],  resultam na falência não só desses bancos e empresas, mas de todos que fizeram negociações com os mesmos, a nível internacional, além de clientes, pessoas físicas e empresas depositantes, ocasionando em decorrência um crash global da economia capitalista, como ocorreu em 2008. Apenas 28% da reserva bancária vai para a economia real atualmente, enquanto todo o resto é usado para especular [15]. Sim, o seu dinheiro está sendo utilizado em apostas de alto risco.

Crise de 2008

A crise de 2008 foi desencadeada devido a disseminação internacional de derivativos podres do mercado imobiliário dos EUA. Os bancos norte-americanos, num cenário de valorização imobiliária crescente, dada a baixíssima taxa de juros, buscando desesperadamente alternativas de lucro, passaram a vender imóveis de forma generalizada, inclusive para  famílias de baixa renda (faixa conhecida como subprime), com alta possibilidade de calote. E mais que isso, criaram um derivativo conhecido como ‘Dívida Colateralizada’ e disponibilizaram no mercado internacional, algo como vender a dívida que você tem a receber para terceiros. Diversos bancos e empresas do mundo inteiro, acreditando que o mercado imobiliário, e por conseguinte o valor das dívidas, continuaria a crescer, compraram o derivativo, que valia 5 vezes o valor original das dívidas. Quando o Banco Central dos EUA (FED) aumentou a taxa de juros para combater a inflação imobiliária, já num cenário de preços muitos altos,  a quantidade de consumidores de tal mercado caiu, gerando uma desvalorização crescente e por fim uma inadimplência em massa, pois nos EUA, o sujeito que financia um imóvel deve pagá-lo de acordo com o preço de mercado, ou seja, se você compra uma casa hoje pelo valor de 100 mil e em 1 ano vale 200 mil, deve pagar a diferença. Os consumidores dessa forma sempre pegavam um novo empréstimo, dando repetidamente a mesma casa (ainda em financiamento) como contrapartida. Entretanto, diante da retração do mercado e da queda do preço das casas, os devedores não  pagaram as dívidas, que não valiam mais nada, tampouco solicitaram novos empréstimos, engendrando consequentemente uma crise econômica global, já que os compradores internacionais desses derivativos de alto risco perderam seus investimentos.

Superendividamento mundial

Nesse contexto, em decorrência do efeito sistêmico ocasionado pela crise de 2008, primeiro com a falência do Banco Lehman Brothers, visando estancar o colapso do mercado financeiro e subsequentemente da economia real com consequências drásticas ao crédito, os Estados Nacionais coordenadamente por intermédio de seus Bancos Centrais injetaram 20 trilhões nos bancos imbuídos de título podres (sem possibilidade de pagamento) [16], e consequentemente aumentaram o endividamento, que já era bastante alto, jogando posteriormente a crise nas costas da população e da classe trabalhadora mundial via instrumentos políticos e econômicos de austeridade, com corte de investimentos sociais, flexibilização de direitos trabalhistas e aumento de impostos.

Segundo o Global Research: “A razão Dívida/PIB do planeta como um todo atinge um recorde histórico (286%) e há um total de aproximadamente U$ 200 trilhões em dívidas registradas. Isso totaliza cerca de U$ 28 mil para cada ser humano vivo na Terra. E uma vez que mais da metade da população mundial vive com menos de U$ 10 por dia, não há motivos para crer que toda essa dívida possa ser paga um dia. A única “solução” possível para nosso atual sistema financeiro é empurrar o problema “com a barriga” pelo máximo período possível até que esta colossal pirâmide da dívida finalmente colapse sobre si própria.” [17]

O endividamento público mundial que já era grande, subiu 25 trilhões desde 2007. [18] Na Espanha, a razão Dívida/PIB aumentou de 69% para 98%. Na Itália, aumentou de 116% para 132%. Na França, subiu de 85% para 95%. Na Bélgica, Irlanda e Portugal, cujas razões Dívida/PIB são, respectivamente 106%, 109% e 130%, a dívida também é muito grande. No Japão, as coisas estão ainda piores. A razão Dívida/PIB chega a impressionantes 230%. Nos EUA, a situação é crítica: 104% de dívida em relação ao PIB. [19] O Brasil, como não poderia escapar, já está com quase 70% de endividamento do PIB. [20]

Superendividamento mundial em números

Na população o endividamento é concomitante grave. No Brasil, quase 60 milhões de pessoas estão inadimplentes [21]. Nos Estados Unidos, a situação é pior, o endividamento médio das famílias equivale a 101,7% dos rendimentos. [22] Na Europa, as dívidas superam 100% da renda na Estônia, Espanha, França, Portugal, Finlândia, Suécia e Reino Unido, de acordo com o Eurostat (órgão oficial de estatísticas da União Europeia). Na Dinamarca, Irlanda, Chipre, Holanda e Noruega, a proporção supera 200%. [23]

Crise Terminal

Compreendido o processo de transformação e desenvolvimento histórico do capitalismo, a partir do seu desequilíbrio estrutural interno gerado pela crise de superprodução, que por sua vez criou efeitos catastróficos para o sistema, como a realocação de investimentos, a financeirização econômica, o parasitismo, superendividamento mundial recorde e crescente, é perceptível que estamos diante de um impasse e limite inevitavelmente destrutivo. De um lado, as forças produtivas se desenvolvem ininterruptamente, aumentando a capacidade de produção e a quantidade de mercadorias a serem necessariamente consumidas. De outro, temos trabalhadores com salários estagnados, uma economia superendividada e estagnada, com bolhas enormes em mercados de alto risco e, por fim, uma nova revolução industrial emergindo que promete automatizar vertiginosamente cada vez mais empregos em todos os setores econômicos, intensificando e aprofundando a vigente crise de superprodução, colocando definitivamente o sistema capitalista em depressão e destruindo as condições necessárias para a sua existência.

Como disse Marx: “A produção capitalista se esforça constantemente para superar estes obstáculos imanentes (ao seu desenvolvimento posterior), mas os supera somente através de meios que colocam novos obstáculos e em maior escala. O verdadeiro obstáculo à produção capitalista é o próprio capital.”

Referências:

[1] http://wdi.worldbank.org/table/4.2

[2] http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,informais-serao-dois-tercos-da-forca-de-trabalho-em-2020-diz-ocde,352020

[3] http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/caleidoscopiobrasileiro/2014/06/19/salario-e-investimentos-estagnados-nos-eua-ha-25-anos/

[4] http://www.seebcgms.org.br/noticia/estagnacao-salarial-ameaca-classe-media-nos-paises-ricos/

[5] http://www.sspmo.org.br/noticias/oit-aponta-estagnac-o-dos-salarios-no-mundo/2179

[6] http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/9178-capacidade-ociosa-de-toda-a-industria-chega-a-40-no-pais

[7] http://g1.globo.com/carros/noticia/2012/12/opel-confirma-fechamento-de-fabrica-na-alemanha-em-2016.html

[8] http://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2015/06/12/empresas-aereas-dos-eua-tem-problemas-para-ganhar-confianca-de-investidores-em-meio-a-preocupacao-com-excesso-de-capacidade.htm

[9] http://br.wsj.com/articles/SB10001424052970204420904580134440645739562

[10] http://www.suportepostos.com.br/modules/news/article.php?storyid=999

[11] http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1086/noticias/nos-paises-ricos-o-que-assusta-e-a-deflacao

[12] http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160330_bancos_economia_global_fn

[13] https://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/os-bancos-preparam-a-proxima-crise-global-5681.html

http://www.auditoriacidada.org.br/acelera-a-bancarrota-do-planeta-24-nacoes-estao-enfrentando-uma-crise-de-divida/

[14] https://oglobo.globo.com/economia/jpmorgan-perde-us-2-bilhoes-com-aposta-errada-em-derivativos-4870044

http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/grupo-votorantim-perde-2-2-bilhoes-de-reais-com-derivativos-m0168954/

https://economia.uol.com.br/ultnot/2008/09/26/ult29u63464.jhtm

[15] https://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/os-bancos-preparam-a-proxima-crise-global-5681.html

[16] http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2511200802.htm

https://www.cartacapital.com.br/internacional/bancos-dos-eua-receberam-emprestimos-secretos

[17] http://www.auditoriacidada.org.br/acelera-a-bancarrota-do-planeta-24-nacoes-estao-enfrentando-uma-crise-de-divida/

[18] http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/02/150212_relatorio_mckinsey_ru

[19] http://pt.tradingeconomics.com/

[20] http://pt.tradingeconomics.com/brazil/government-debt-to-gdp

[21] http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2017/03/quase-60-milhoes-de-brasileiros-nao-pagam-dividas-em-dia-diz-pesquisa.html

[22] http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2013/10/27/internas_economia,464280/apesar-de-recorde-endividamento-dos-brasileiros-e-baixo-em-relacao-a-outros-paises.shtml

[23] http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2013/10/27/internas_economia,464280/apesar-de-recorde-endividamento-dos-brasileiros-e-baixo-em-relacao-a-outros-paises.shtml

Comments

  1. Bom, pelo que eu entendi, as crises no capitalismo são inevitáveis, pois o capitalismo é um sistema que visa o lucro, ele automaticamente procura automatizar cada vez mais a produção, para ter menores custos e obter mais lucro. Essa automatização gera a superprodução, e a superprodução gera as crises, então para o capitalismo sanar essa produção não consumida, ela busca ampliar o mercado consumidor, quando ela tenta fazer isso ele aprofunda a crise. O mercado de especulação é fruto disso.

    Está certou ou estou meio confuso?

    1. Esse processo de automação é crescente, ou seja, mesmo que a automação tenha causado a baixa taxa de lucro, ela permanece sendo uma via importante de reduzir custos.

      “então para o capitalismo sanar essa produção não consumida, ela busca ampliar o mercado consumidor”

      Não necessariamente ampliar o mercado consumidor, mas sim buscar novas alternativas de lucro alto, algo que o mercado financeiro oferece. Além disso, buscam reduzir ainda mais o custo da mão de obra via automação, como dito, e tbm reduzindo salários e direitos trabalhistas, transferindo empresas para países com tais condições, reduzindo impostos, etc. O capitalismo é insustentável justamente devido a sua contradição inerente: a luta de classes, que coloca o capital em constante conflito com a força de trabalho.

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