Muito se fala na mídia empresarial a respeito dos “perigos” que a Coreia do Norte representa, dado o seu desenvolvimento nuclear. Entretanto, pouco se enfatiza que na verdade a finalidade desse país é meramente se defender (já que possui um sistema econômico socialista e nacionalista, antagônico às pretensões imperialistas do mundo desenvolvido) das ameaças daquele que, comprovadamente, já utilizou armas nucleares: os Estados Unidos da América. Tal atrocidade aconteceu no fim da Segunda Guerra Mundial, contra o Japão.

As bombas “Little Boy” e “Fat Man” foram lançadas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em Agosto de 1945 com dois propósitos principais, considerando que o Japão já estava enfraquecido com a rendição da Alemanha nazista em Maio daquele ano: mostrar o seu poderio bélico para o mundo, sobretudo para a URSS, e testar o seu armamento nuclear.

A bomba Little Boy, jogada em Hiroshima, continha 60 toneladas de urânio e foi detonada a 576 metros acima da cidade. Após um silencioso clarão, ergueu-se um cogumelo de devastação de 9.000 m de altura provocando ventos de 640 a 970 km/h, espalhando material radioativo numa espessa nuvem de poeira. A explosão provocou um calor de cerca de 5,5 milhões de graus Celsius, similar à temperatura do Sol. Prédios sumiram com a vegetação, transformando a cidade num deserto. Quase tudo fora desintegrado. Num raio de 2 km, a partir do centro da explosão, a destruição foi total. Hiroshima tinha na época cerca de 330 mil habitantes, e era uma das maiores cidades do Japão, o bombardeio matou imediatamente 70 mil pessoas e feriu outras 80 mil; cerca de 130 mil pessoas morreram depois. A bomba lançada é até hoje a arma que mais mortes provocou em pouco tempo. Além disso, milhares de pessoas foram desintegradas e, em função da falta de cadáver, as mortes jamais foram confirmadas. A bomba também afetou seriamente a saúde de milhares de sobreviventes. A grande maioria das vítimas era formada por civis, sendo composta sobretudo por mulheres e crianças, já que grande parte dos homens se encontrava lutando na guerra.

Na imagem, uma criança sobrevivente em Hiroshima

Cerca de 90% da cidade foi arrasada pela bomba. No entorno de 8km do epicentro, as pessoas morreram, 10 km, sofreram cegueira temporária e 12 km, sofreram um grande impacto sendo arremessadas no ar. Horas depois da explosão, uma chuva negra caiu sobre o céu de Hiroshima. A chuva estava coberta de radioatividade das cinzas da fumaça. Mas, por causa da falta de informação, desespero e da desidratação, os sobreviventes tentavam beber a água que caía. Quatro dias depois da desgraça em Hiroshima, começou a aparecer uma epidemia na cidade, o sangue das pessoas não coagulava mais, sem glóbulos brancos ficavam propensos à várias infecções, manchas roxas apareciam nos corpos, tufos de cabelos caíam até a perda total, o último sinal que antecedia a morte era o vômito de um líquido marrom. Era um mal que surgia novo e incurável, a necrose, que matou outros milhares de civis.

O imperialismo norte-americano é cruel, frio e calculista, assim como o sistema capitalista. A vida não lhes possui nenhuma importância e estará sempre subordinada aos seus interesses!

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